Salmo 105

DEUS E A HISTÓRIA DE ISRAEL



(1 Cr 16,8-22)


Louvai o Senhor, aclamai o seu nome,
anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-lhe hinos e salmos,
proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo;
alegre-se o coração dos que procuram o
Senhor.
Recorrei ao Senhor e ao seu poder
e buscai sempre a sua face.
Recordai as maravilhas que Ele fez,
os seus prodígios e as sentenças da sua boca,
vós, descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu escolhido.

Ele é o Senhor, nosso Deus,
e governa sobre a terra!
Ele recordará sempre a sua aliança,
a promessa que jurou manter por mil gerações,
o pacto que fez com Abraão
e aquele juramento que fez a Isaac.
Confirmou-o como um preceito para Jacob,
como aliança eterna para Israel,
quando disse: "Dar-te-ei a terra de Canaã,
como a parte que vos cabe em herança."

Quando ainda eram muito poucos
e estrangeiros, na terra de Canaã,
quando emigravam de nação em nação
e passavam de um reino para outro,
Ele não permitiu que alguém os oprimisse
e castigou reis por causa deles:
"Não toqueis nos meus ungidos,
não maltrateis os meus profetas."

Fez, depois, cair a fome sobre a terra
e privou-os do pão, que dá o sustento.
Enviou diante deles um homem,
José, que foi vendido como escravo.
Apertaram-lhe os pés com grilhões
e puseram-lhe uma argola de ferro ao pescoço,
até que se cumpriu a profecia,
e a palavra do
Senhor lhe deu razão.
Então o rei deu ordens para que o soltassem,
o soberano dos povos pô-lo em liberdade.
Nomeou-o mordomo da sua casa
e administrador de todos os seus bens,
com poderes para instruir os seus príncipes
e para ensinar a sabedoria aos anciãos.

Foi então que Israel entrou no Egipto
e Jacob foi viver no país de Cam.
Deus multiplicou grandemente o seu povo
e tornou-o mais forte que os seus inimigos.
Mudou-lhes o coração e eles odiaram o povo de Deus
e trataram com perfídia os seus servos.

Deus enviou então o seu servo Moisés
e Aarão, seu escolhido,
que realizaram maravilhas no meio deles
e milagres no país de Cam.
Mandou as trevas e tudo escureceu,
mas eles não fizeram caso das suas palavras.
Converteu em sangue as águas dos rios
e matou todos os peixes.
Encheu-lhes a terra de rãs,
mesmo no interior dos palácios do rei.
Deus ordenou e apareceram nuvens de insectos
e mosquitos por todo o território.
Em vez de chuva, enviou-lhes granizo
e chamas de fogo sobre todo o país.
Destruiu as suas vinhas e figueiras,
destroçou as árvores dos campos.
Deus ordenou e apareceram os gafanhotos,
com larvas em número incontável,
que devoraram toda a verdura dos campos
e comeram os frutos das suas terras.
Feriu de morte os primogénitos do país,
as primícias da sua juventude.

Fê-los sair com prata e ouro,
e não houve um único doente nas suas tribos.
Alegrou-se o Egipto com a sua saída,
pois andavam aterrados com eles.
Deus estendeu uma nuvem para os proteger
e com um fogo iluminava-os de noite.
A seu pedido, deu-lhes codornizes
e saciou-os com o pão do céu.
Fendeu o rochedo e brotou água,
que pelos areais correu como um rio.
Deus lembrou-se da sua palavra sagrada,
que tinha dado a Abraão, seu servo,
e fez sair o seu povo com alegria
e os seus eleitos com gritos de júbilo.

Deu-lhes as terras dos pagãos
e eles herdaram as riquezas desses povos,
na condição de guardarem os seus preceitos
e observarem as suas leis.
Aleluia!

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